Muitas pessoas usam o chinelo diariamente dentro da sua casa, para ir a praia e para sair com os amigos. Mas elas muitas vezes não sabem de onde ele veio ou por quem foi criado.
O primeiro protótipo de chinelo, registrado historicamente, teria sido fabricado pelos Sunitas por volta de 4300 anos atrás, para abater peixes na beira dos rios. Relataram também a existência de pinturas paleolíticas em cavernas espanholas e francesas que fazem referência a possível criação de calçados por volta de 12 mil anos atrás. Naquela época os homens das cavernas utilizavam apenas pedras, peles de animais e plantas.
Depois de 7500 anos, diversas culturas teriam criado sua versão do chinelo com base no modelo criado pelo homem das cavernas. Nesses tempos os Egípcios usavam suas pegadas em areia molhada para moldar solas de papiro, fibra ou palha. Depois entrelaçando na medida da forma impressa e prendendo nos pés com tiras de couro cru. Os Egípcios utilizavam a chineleta para proteger os pés em terrenos escaldantes, bronzear a parte superior dos pés e as mulheres para a aplicação de jóias e adereços.
Outros povos produziram suas versões, mas todas inferiores a versão egípcia: Os japoneses criarão a Zori, uma espécie de chinelo com tiras sobrepostas. Os persas tinham a madeira como base para a sola. E os espanhóis fabricaram chinelos com cordas. Na idade média homens e mulheres usavam chinelos de couro abertos que tinham forma semelhante a uma sapatilha.
A padronização da numeração dos calçados ficou por conta do rei Eduardo (1272-1307), que estava cansado da bagunça quando ia comprar algum modelo.
Desde então o chinelos sempre tiveram seu lugar na história. Mais confortáveis e bonitos que a versão egípcia, eles fazem sucesso nos pés da humanidade.